Veja como evitar furadas na hora de comprar ou vender um carro usado

Dos carros comprados no ano passado no Brasil, 82% eram seminovos ou usados, segundo a Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave). Ao todo, foram nove milhões de automóveis comercializados nessas condições. Os novos ares no mercado ficaram por conta da intermediação, em alta, dos processos, via plataformas digitais. Segundo a OLX, sozinha, a empresa de comércio eletrônico representou 20% das vendas deste tipo feitas em 2018. A ferramenta registrou uma alta de 16% nos negócios em janeiro deste ano, na comparação com dezembro de 2018. O geofísico Yan Borges, de 29 anos, aderiu ao negócio.

— Decidi vender meu carro, após um ano da compra, pois não o usava muito. Usei a internet, pois achei que traria mais exposição para o anúncio, e me pagariam mais do que uma concessionária, que precisa ter margem de lucro para a revenda — disse.

Além dos sites de compras e vendas gerais, que também aceitam anúncios de carros, já há endereços focados no nicho. É o caso da Web Motors que, somente no primeiro trimestre deste ano, cresceu em 10% as propostas recebidas pelos carros anunciados, em comparação com o mesmo período de 2018. Apesar de não se responsabilizar pela operação financeira — as transações são feitas por compradores e vendedores fora da plataforma —, o site oferece como vantagem checagens da idoneidade nos dois lados. O anúncio é pago. A Volanty, que elevou as vendas em 176,7% no ano passado, também atua no nicho, informa o Extra.

— Antigamente, a pessoa física que quisesse vender um carro tinha que levá-lo até uma concessionária e vendê-lo com uma depreciação de até 30%. A Volanty resolve isso, como um marketplace digital de carros usados em que o vendedor consegue um valor justo, pois só cobramos 7% de taxa. E o comprador ganha, pois inspecionamos o veículo (50% dos carros são reprovados), o que nos permite oferecer garantia de um ano. Além disso, na plataforma, é possível financiar a compra — disse o sócio-fundador Maurício Feldman.

Os especialistas em finanças lembram que, na hora de comprar um carro usado, não apenas o preço do automóvel deve ser levado em conta, mas também outros gastos possivelmente maiores em um veículo usado, como seguro, IPVA, manutenção e consumo de combustível.

Condições de financiamento dos grandes bancos

Banco do Brasil

Pré-requisito: sem tarifa de contratação.

Carros financiáveis: veículos seminovos e usados com até dez anos de fabricação.

Prazo: em até 60 meses.

Juros: a partir de 0,88% ao mês.

Bradesco

Pré-requisito: clientes correntistas.

Carros financiáveis: novos e usados com até 12 anos de fabricação.

Prazo: em até 60 meses.

Juros: a partir de 0,89% ao mês.

Itaú

Pré-requisito: correntistas e não correntistas.

Carros financiáveis: financia até 90% do bem.

Prazo: de seis a 60 meses.

Juros: a partir de 0,89% ao mês.

Caixa Econômica Federal

Pré-requisito: crédito aprovado.

Carros financiáveis: seminovos e usados com até dez anos de fabricação.

Prazo: em até 60 parcelas.

Juros: a partir de 1,69% ao mês.

Santander

Pré-requisito: clientes com crédito pré aprovado.

Carros financiáveis: a partir de 2009.

Prazos: até 60 meses.

Juros: seminovos, a partir de 0,95% ao mês; usados, a partir de 1,09% ao mês.

05/05/2019

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